sexta-feira, janeiro 22, 2010

Um postit das sibilas

Um modo de olhar a actividade das forças (?) políticas que intervêm neste País pode ser este:

1. Os partidos que têm lugar no Parlamento
2. Os que não o têm.

Dos segundos não sabemos o que podemos esperar - e do modo acéfalo como um grupo considerável de autóctones encara os deveres cívicos e as limitadas - e como tal, preciosíssimas! - vantagens do regime democrático, possivelmente nunca viremos a aferir da sua bondade. O grupo constituído pelos primeiros possui um denominador comum que transcende/oblitera as diferenças ideológicas (aqui entenda-se ideologia como um conjunto de regras que permite maximizar as vantagens a obter por quem, em cada partido, é responsável pela distribuição das benesses): a partir do momento em que assentam arraiais no hemiciclo passam a fazer parte permanente do problema. Parece ser cada vez mais expectável que não venham a fazer parte da solução.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Sevandijas

Fosse o mundinho da política portuguesa um lugar mais são, decerto não passaria pela cabeça de nenhuma pessoa com responsabilidades a nível partidário o conceito da «disciplina de voto». Sendo as coisas como são, talvez não fosse desprovido de senso incluir no Regimento da Assembleia da República normas que impedissem tal arranjinho, aviltante e profundamente não-democrático. A submissão abjecta a essa «disciplina» por parte das senhoras e senhores que se julgam representantes dos demais cidadãos diz tudo sobre a qualidade das regras de conduta de quem a aceita sem pestanejar.
Tal como acontece nos mais variados aspectos que definem o que é viver o dia-a-dia deste País, a lógica que regula o funcionamento dos partidos obedece ao nivelamento por baixo: ao invés do apelo às pessoas que melhor servem a sociedade para que unam os seus esforços sob um ideário político que as represente, assiste-se ao generalizar do carreirismo mais medíocre - qualquer "yes woman/man" pode ter lugar no partido e, quiçá, almejar a um assento na AR ou a qualquer outra prebenda, desde que não conteste e lamba as botas de quem manda a tempo e horas.
Talvez por não necessitar de sinecuras e, porventura, por ser um caso raro de existência de uma coluna vertebral no meio político, o Senhor António José Seguro tem o meu respeito. Bem-haja.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

... do resto da nossa vida

Pelo Senhor (até prova em contrário) Manuel Alegre, eventual candidato ao cargo, não me move nem simpatia pessoal, nem particular apreço pelas suas convicções/filiação partidária. No entanto, parece-me ser a pessoa melhor colocada para que o desiderato acima se cumpra. Tentarei pois apelar à mobilização eleitoral em redor da sua candidatura enquanto tento enumerar todas as razões pelas quais considero o senhor Cavaco indigno de ocupar esta ou qualquer outra posição na condução dos destinos deste pobre País.
É que este senhor Cavaco é simplesmente mais do mesmo, e o mesmo tem sido mau demais.